ANTEVÉSPERA
Eu sou aquele que está preenchido de expectativas. Tão cheio que, às vezes, recuso viver o presente fico imaginando o futuro e as façanhas que ele pode ou não proporcionar. Porém, na maioria das vezes, só desejo dormir por horas ininterruptas. Um sono tranqüilo, sem sonhos nem nada que faça lembrar, mesmo inconscientemente, o devir. Um sono em que eu adormeça e desperte na mesma posição. Como isso não é possível, eu sigo a vida. Leio um livro, ouço música, jogo futebol, passo um tempo com alguém especial e durmo bastante. Enfim, tento apagar o borrão o qual minhas expectativas deixam na memória. E o futuro eu já lembro como se fosse o passado. No presente, eu caminho e busco atingir, ao menos momentaneamente, esse estado mental. É só o que me resta, pois dessa vez tudo vai sair nos conformes. Assim espero.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
sábado, 8 de dezembro de 2007
BEBER SEM SEDE E FAZER AMOR TODA HORA
“Boire sans soif et faire l’amour em tout temps, il n’y a que ça qui nous distingue dês autres bêtes.” Ela lia o conto suavemente para mim, quando chegou nessas palavras. Agora ele escreve em francês, ela disse e estendeu o livro para eu traduzir. Li e respondi o que significava. Beber sem sede e fazer amor a todo momento... ela pegou o livro da minha mão e continuou. É o que nos diferencia dos outros animais. Só mais tarde ela me disse que o autor traduzia a frase mais abaixo. Não sei por que me pediu para traduzir então. Talvez quisesse me testar, fazer-me sair dessa fina camada de insensibilidade que cobre a minha pele e evita minha confusão de sentimentos. Não sei, não me interessa também. O importante é que, de certa forma, aquilo resumia o nosso fim de semana. De todos os pecados cometidos durante as preciosas horas que passamos juntos, esse momento permanece mais forte em mim.
“Boire sans soif et faire l’amour em tout temps, il n’y a que ça qui nous distingue dês autres bêtes.” Ela lia o conto suavemente para mim, quando chegou nessas palavras. Agora ele escreve em francês, ela disse e estendeu o livro para eu traduzir. Li e respondi o que significava. Beber sem sede e fazer amor a todo momento... ela pegou o livro da minha mão e continuou. É o que nos diferencia dos outros animais. Só mais tarde ela me disse que o autor traduzia a frase mais abaixo. Não sei por que me pediu para traduzir então. Talvez quisesse me testar, fazer-me sair dessa fina camada de insensibilidade que cobre a minha pele e evita minha confusão de sentimentos. Não sei, não me interessa também. O importante é que, de certa forma, aquilo resumia o nosso fim de semana. De todos os pecados cometidos durante as preciosas horas que passamos juntos, esse momento permanece mais forte em mim.
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