sábado, 27 de outubro de 2007

DILEMA

Tento delinear um poema sem palavras difíceis
Mas meu cérebro abre o dicionário
Então eu mergulho em antiquários

Se for fácil eu titubeio
Troco o simples pelo notório
O notável pelo simplório

Chego rapidamente ao rebuscado
Imponho à gramática obstáculos
à cada palavra concedo oráculos

Sou herético e hermético
Perplexo, convexo, disléxico
Nada na vida há nexo
Além do meu complexo.

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