sexta-feira, 21 de setembro de 2007

O AMOR DE MEMÓRIA

Entrego-te este buquê de palavras sortidas
A fim de cicatrizar tuas feridas
Enquanto tu olhas as mais diversas paisagens pela janelinha
Eu confronto as paredes de sempre. Mas a mesmice não me deixa entediado,
Porque, em meus delírios, eu as pinto com o nosso amor, com teus sorrisos, com teus cabelos lisos.

Reviro-me nos lençóis aos lapsos de sonhos pacatos
Bate-me a tristeza ao desconhecer todos os teus atos
Não para arranjar argumentos em nossas futuras discussões da minha fantasia
É apenas para ver-te livre, triste, atarefada, movida pela tua felicidade fugidia.

O amor convencional pode até se alimentar de contato e convivência
Porém o nosso amor vive de memórias, lembranças seladas,
Aquelas que, em meio a multidões, despertam a risada
Aquelas que deixam o olhar terno cheio de lágrimas
São recordações silenciosas do inconsciente
Elas incendeiam o meu presente, bem como o meu peito ao te achar ausente.

Ao olhar minha imaginação, contemplo a dança de nossos corpos insanos
Ao olhar para o desenho da lua, admiro o retrato que nunca tiramos,
A inexistência de planos é a existência da certeza do reencontro.

Pois somente o rubor que nasce em mim quando a vejo,
Aquece-me nesses tempos frios
Na realidade, ele impede que o vento gelado leve
A relíquia dos teus carinhos de minha pele
Ele garante a permanência da saudade em meus pensamentos
Quando tu me deixas ao sabor cálido dos teus beijos.

2 comentários:

Anônimo disse...

muito loco isso aqui naum sabia que tu fazia isso , mas que afu meu , vou voltar aqui sempre pra ler esses textos, e nois

ThaCobianchi disse...

Po caio...se puxo..sem palavras!!!!! Vo ler sempre agora!!!
Beijos no coração!